A Itália vai às urnas neste domingo e na segunda-feira para renovação do Parlamento e conseqüente escolha do primeiro-ministro, entre Silvio Berlusconi, de centro-direita, e Walter Veltroni, de centro-esquerda. Graças a uma mudança estabelecida em 2006, italianos residentes no exterior podem votar e ser votados. Aqui no Brasil, por exemplo, temos vários candidatos ao parlamento.
O novo primeiro-ministro terá o desafio de buscar a recuperação da economia do país, a qual se tornou a segunda menos competitiva da Europa desde que adotou o euro. O país tem a maior dívida da região, maior que o seu PIB anual. O crescimento econômico neste ano deverá ser o mais fraco dentre os 15 países que compartilham a moeda única, segundo a Comissão Européia.
Essa situação levou ao desmoronamento do governo de Romano Prodi, em 24 de janeiro, depois de 20 meses no poder. No mês passado, o governo reduziu seu projeto de crescimento para 2008, para 0,5%, e previu que o déficit do PIB, que está em 1,9%, deve se ampliar. O governo Prodi elevou impostos e cortou gastos para reduzir a dívida e levar o déficit para abaixo do limite da União Européia pela primeira vez desde 2002. A situação do país se reflete na Alitalia. A estatal de aviação teve nove presidentes nos últimos 15 meses e está à beira da falência.
Este é o quadro que espera por Berlusconi, que já foi premiê por duas vezes, ou por Veltroni, que teve a experiência de ser prefeito de Roma.