O presidente Barack Obama está sob fogo cerrado devido à sua decisão de mandar mais 30 mil soldados para o Afeganistão. Não só opositores republicanos mas até mesmo aliados democratas tem questionado a medida, tendo em vista que é cada vez menor nos EUA o apoio a essa guerra, assim como ao conflito do Iraque. Obama quer mandar o novo contingente até a metade do ano que vem, passando a somar 100 mil soldados no Afeganistão. Com isto, pretende lançar uma operação maciça contra o Talibã e a Al Qaeda, ao mesmo tempo em que será desenvolvido um intenso programa de treinamento das forças afegãs, para assumirem o controle do país. Cumpridas essas etapas, os EUA, segundo o plano de Obama, se retirariam do Afeganistão até o final de 2011.
Na teoria muito bem! Na prática é que se dá a diferença, segundo um bom número de parlamentares americanos. E a razão que invocam é fato de os EUA já estarem há oito anos no Afeganistão sem um resultado definitivo. Bem, é preciso avaliar que, quando os EUA estavam concentrados só no Afeganistão, conseguiram derrotar o Talibã, botar a Al Qaeda a correr e colocar um regime aliado no poder. Porém, e aí é que vem o grande problema, ao invés de concluir o trabalho, se voltaram para o Iraque.E aí, nem um e nem outro. Por isto Obama quer fazer agora uma ação concentrada no Afeganistão. Se for bem sucedido, se consagrará. Se for mal, pode perder a reeleição, porque serão mais mortes e dinheiro desperdiçados.