Com uma festa ao estilo do Oscar, que vai custar mais de 40 milhões de dólares, os democratas começam hoje a sua convenção, em Denver, no Colorado, para anunciar o nome de Barack Obama como seu candidato à presidência dos EUA. E, a estas alturas, já com a companhia de seu vice, o senador por Delawere Joseph Biden. E é justamente a figura do vice que se torna a mais comentada hoje, em vista da expectativa que fora criada para a sua indicação. A chamada “chapa dos sonhos”, formada por Obama e Hilary Clinton foi descartada, por entenderem que haveria uma presença muito forte do casal Clinton, o que poderia provocar inferências indesejáveis.
A escolha de Biden, de 65 anos, tem recebido só elogios, pois ele ajuda o candidato em todos os pontos em que é vulnerável. Atua em Washington desde 1972. É formado em História, Ciência Política e Direito, tendo um profundo conhecimento de política externa, setor em que tem atuado na comissão específica do Senado. Nos anos 90, atuou de forma intensa na busca de uma solução para os conflitos dos Bálcãs e, nos dias recentes, foi à Geórgia interceder junto ao presidente Mikhail Saakashvili na crise com a Rússia. Além disto, Biden tem quase 20 anos a mais que Obama, é branco e tem origem no operariado. Ou seja, compensa tudo que é apontado contra o candidato que poderá se tornar o primeiro negro a assumir a presidência dos EUA.