Os sul-americanos e as Malvinas

28.12.2011

O apoio à Argentina na sua luta pela reconquista das Ilhas Malvinas ganhou mais uma adesão na América do Sul. O Chile veio se somar a Brasil, Uruguai e à própria Argentina, no sentido de impedir a atracação em seus portos de navios com bandeira das Ilhas Malvinas. A decisão dos três primeiros já havia sido tomada no dia 20 passado, por ocasião da reunião de cúpula do Mercosul, realizada em Montevidéu. Agora veio o anúncio da adesão do Chile, um país que, diga-se de passagem, tem um histórico de fortes ligações com o Reino Unido e de grandes divergências com a Argentina. Vale lembrar que em 1980 Chile e Argentina quase foram à guerra por causa de três minúsculas ilhas no Canal de Beagle, no extremo sul do continente. Uma mediação do Papa impediu o conflito. Assim, se torna mais notório esse apoio do Chile à Argentina. E a chancelaria chilena usou um argumento forte para justificar seu posicionamento. Disse que o Reino Unido “conhece a posição do Chile, que é a mesma há muito tempo”. “Não podemos reconhecer a bandeira de uma embarcação de uma ilha que, do ponto de vista do Chile, não é um Estado nem tem uma jurisdição”. O que é uma verdade. As Ilhas Malvinas não existem como um Estado para terem uma bandeira própria.
No entanto, na prática, as ilhas pertencem hoje à Grã-Bretanha, que as chama de Falklands. E aí vem a pergunta. Se os navios da ilha trafegarem com a bandeira da Grã-Bretanha, serão também rejeitados?

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