Zagreb tem a influência de três períodos
Deixei o cristalino litoral da Croácia para tomar o rumo da capital, Zagreb. No caminho, uma parada junto ao Parque Nacional dos Lagos Plitvice, um conjunto de lagos e cascatas, declarado patrimônio da humanidade pela Unesco. Infelizmente, esta não é a época adequada para a visita, pois boa parte das águas ainda está congelada. Por isto a recomendação da visita é no verão. Aliás, a época ideal para percorrer todo o litoral do país.
O período do ano não influi na visita a Zagreb, uma cidade que tem nos seus prédios as marcas do clássico dos tempos em que pertencia ao Império Austro-Húngaro, do simples dos tempos em que foi dominada pelo comunismo, e do moderno dos tempos atuais de democracia e economia aberta. Os carros que circulam por suas ruas e avenidas refletem os tempos de globalização, ou seja, das mais diversas marcas e fabricados pelas mais diversas partes do mundo. Diferentemente do que acontecia até o início da década de 1990, quando praticamente só circulavam o russo Lada e o Trabant, símbolo do Leste Europeu.
Todavia, o morador de Zagreb não é dependente do carro, como os habitantes da maior parte das grandes cidades brasileiras. A cidade é servida por uma extraordinária rede de bondes, compostos por três unidades cada um e movidos a eletricidade. Deslizam suavemente sobre os trilhos, sem fazer barulho, são limpos, servem toda a cidade e tem uma frequência tão intensa, capaz de fazer com que o carro seja dispensável.
O sábado ensolarado nos levou a uma caminhada, passando pela catedral em estilo gótico, datada do início do século XIII, pelo suntuoso Teatro Nacional, pelo Museu de Artes e Ofícios, pela Igreja de São Marcos, cujo telhado é feito de azulejos coloridos que estampam os símbolos nacionais da Croácia. O término da caminhada, logicamente, na rua Tkalciceva, repleta de bares e restaurantes, para um almoço ao ar livre e sob o sol agradável do inverno, no mais puro estilo europeu.
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