Israel exagerou em Gaza
Após a incursão israelense em Gaza, ocorrida entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, a ONU solicitou ao jurista sul-africano Richard Goldstone que constituisse uma comissão e elaborasse um relatório sobre os acontecimentos. A conclusão foi de que tanto Israel quanto os palestinos do Hamas cometeram crimes de guerra e crimes contra a humanidade. O chamado Relatório Goldstone causou furor em Israel. Houve muita contestação por parte das autoridades israelenses, que se sentiram insultadas com o relatório.
Pois agora surge a informação de que o Exército israelense aplicou punição disciplinar a dois oficiais por terem autorizado a utilização de fósforo branco no bombardeio a um bairro residencial da cidade de Gaza. O fósforo branco, é bom lembrar, se trata de uma arma química proibida pela convenção de Genebra. Age com o Napalm, utilizado pelos EUA na Guerra do Vietnã, queimando as pessoas.
Este fato vem comprovar uma coisa que ficou evidente, mesmo para quem acompanhou à distância a incursão israelense em Gaza. Houve o uso desproporcional da força por parte do Exército israelense.
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