Brasil com os bolivarianos
O primeiro informe do Tribunal Eleitoral de Honduras indica uma abstenção de 35% na eleição presidencial ontem realizada. Se isto for confirmado, ter-se-á uma abstenção menor do que a da eleição de 2005, que colocou Manuel Zelaya no poder e que foi 45%. Também de acordo com os informes chegados até esta madrugada, somente em San Pedro Sula que aconteceu um incidente violento, com o choque entre manifestantes e policiais. A não incidência de violência é vital para a credibilidade do pleito de ontem. Aliás, transpirou que autoridades brasileiras estavam apostando na violência durante a eleição para desacreditar o pleito, que não estão apoiando. A propósito, o presidente Lula reiterou ontem, ao viajar para Portugal, onde vai participar da cúpula Iberoamericana, que o Brasil não vai mudar sua posição com relação a Honduras. Com o que, vai bater de frente com os EUA, que vão reconhecer o presidente que resultar vitorioso. O representante dos EUA para a América Latina, Arturo Valenzuela, disse que o processo eleitoral já vinha sendo desenvolvido desde antes do golpe. E a tendência vai ser a maioria dos países da região acompanhar o posicionamento dos EUA. Além de tudo, a volta de Zelaya ao governo, que é defendida pelo Brasil, deve ser rejeitada pelo Congresso na votação que será realizada nesta quarta-feira, tendo em vista que a Casa deverá acompanhar o parecer da Corte de Justiça, que é contra a volta do deposto presidente.
Com o que, o Brasil corre o risco de, daqui a pouco, ter ao seu lado somente os bolivarianos.
Nenhum comentário ainda.
