México quer aumentar negócios com Brasil
O Brasil está recebendo hoje a visita do presidente do México Felipe Calderón. Vem buscar um incremento no comércio bilateral e a assinatura de um tratado de livre comércio entre os dois país.
Em todo o ano passado, o aumento das importações oriundas do México chegou a 51,1% e atingiu a cifra de US$ 1,98 bilhão, enquanto as exportações brasileiras para o mesmo país somaram US$ 4,3 bilhões, um decréscimo de 4,4% em relação ao desempenho em 2006. Comparando os dois anos, a corrente de comércio aumentou 8,2% em 2007, ficando em US$ 6,2 bilhões.
Para o presidente brasileiro do Conselho Empresarial da América Latina (CEAL), Marcus Vinicius Pratini de Moraes, existem dois fatores que dificultam a implementação de um acordo de livre comércio entre Brasil e México. O primeiro ponto são os compromissos do Brasil com o Mercosul. “O Brasil está amarrado ao Mercosul e é preciso desatar esse nó”, avaliou. A outra dificuldade, segundo Pratini, é o fato do México ter a sua pauta de exportações quase totalmente (mais de 80%) voltada para os Estados Unidos. Para se viabilizar a proposta, seria necessário “libertar o México dessa dependência quase que exclusiva”.
Pratini acredita que a melhor alternativa para que o Brasil se posicione bem nas relações comerciais internacionais é a associação com mercados emergentes, como os países do Bric - grupo de países em que o país participa com a Rússia, Índia e China - e também com o México. “Se o Brasil quer realmente marcar espaço no mercado internacional, vai ter que fazer acordos bilaterais”, afirmou. De acordo com o presidente da Ceal, a estratégia de desenvolver “grandes parceiros” contornaria o protecionismo europeu e a capacidade de crescimento limitada dos países da América do Sul.
Dados fornecidos pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) apontam o México com o país latino-americano que mais investe no Brasil,. Em 2008, foram US$ 200 milhões. Neste ano, o Brasil exportou US$ 4,281 bilhões em mercadorias para o México e importou US$ 3,125 bilhões. A maior parte dos produtos comercializados entre os dois países foi de produtos industrializados.
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