Uma decepção e uma satisfação para Obama
O presidente Barack Obama teve ontem uma decepção e uma satisfação. Ironicamente, a decepção ficou por conta do Iraque, país em que os EUA mantém a dominação, e a satisfação ficou por conta do Irã, considerado um dos principais inimigos. A decepção no Iraque é grande porque houve o assassinato de cinco soldados americanos em uma clínica de recuperação e o acusado do crime, que foi preso, é um outro soldado americano. O crime aconteceu na base de Camp Liberty, que fica a 10 km do centro de Bagdá, perto do aeroporto internacional, é a maior base militar americana do Iraque, e abriga a sede do comando das forças da coalizão. E, pelo que se observa, um crime que envolveu somente americanos. Por todos esses aspectos, torna-se inaceitável o ato para o presidente Obama. Mas é o resultado de seis anos de presença militar no Iraque, oque a acaba gerando problemas psicológicos. Estima-se que problemas psicológicos afetem entre 15% e 20% dos americanos veteranos de Iraque e Afeganistão. Esta é a quinta vez que acontece um caso desse tipo.
De outra parte, Obama recebeu um explícito recado de conciliação por parte do Irã, com a libertação da jornalista iraniano-americana Roxana Saberi, que estava presa no Irã. Ela foi condenada no mês passado a oito anos de prisão sob a acusação de espionar para os EUA, mas foi libertada nesta segunda por um tribunal de apelação, que reduziu a pena para dois anos, com liberdade condicional. Segundo a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, Saberi deve voltar aos EUA nos próximos cinco dias. Não restou outra alternativa a Obama do que elogiar a atitude do Irã, a qual é salutar neste momento de tantas confrontações no Oriente Médio.
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