Israel mais à direita com Netanyahu
Benjamin Netanyahu prestou juramento hoje como novo primeiro-ministro de Israel, substituindo Ehud Olmert, que deixa o governo, mas não deixa o compromisso de prestar contas à justiça sobre acusações de corrupção. O novo premiê afirma que seu governo fará o que puder para chegar a uma justa e duradoura paz com os vizinhos e todo o mundo árabe. No entanto, a ascensão de Netanyahu significa uma guinada mais para a direita do governo de Israel e o abandono a proposta de dois povos e dois territórios, para o caso de israelenses e palestinos. Proposta esta estabelecida no acordo de paz firmado em Oslo, em 1993, e que vem sendo defendida pelo chamado Quarteto Negociador, formado por EUA, Rússia, União Européia e ONU. Netanyahu refuta o conceito de um estado palestino independente. Ele defende a idéia de atingir a paz fortalecendo a economia palestina e não concedendo terras. Posição que, como se observa, se contrapõe ao que foi acertado num acordo de paz e ao que defendem as quatro potências negociadoras.
De outra parte, o general Avichai Mendelblit, chefa da promotoria do exército israelense, determinou o arquivamento da investigação dos alegados abusos humanitários cometidos por soldados durante a recente incursão em Gaza. Fato lamentável, porque as acusações, levantadas pela própria imprensa israelense, foram feitas com base em relatos feitos por cadetes em uma academia militar. O fato depõe contra a democracia israelense.
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