Obama na linha de frente

30.3.2009

O presidente Barack Obama parte amanhã para linha de frente, atacando as questões econômicas e militares, durante gira pela Europa. Não sem antes ter tomado as devidas providências para trocar a direção da General Motors, que já recebeu 13,4 bilhões de ajuda do governo e precisa de, no mínimo, mais 16 bilhões. Obama vai à Grã-Bretanha, França, Alemanha, República Tcheca e Turquia. Na primeira etapa, em Londres, dois grandes temas. Um deles, um encontro com o presidente russo Dmitri Medvedev, para tratar da redução dos arsenais nucleares dos dois países, dos sistemas antimísseis que os EUA pretendem colocar na Polônia e República Tcheca, da desmilitarização da Geórgia e da expansão da Otan para o Leste. Será a oportunidade de colocar esses assuntos às claras e se definir se EUA e Rússia vão agir em conjunto ou vão retomara guerra fria. O outro tema será a reunião do G-20, com a presença dos emergentes como o Brasil, para tratar da crise econômica. Um tema muito mais complexo devido aos estragos que a crise está provocando e às diferenças de enfoque entre os países desenvolvidos e emergentes.
Estes são assuntos apenas para a largada em Londres. Depois vem outros, como Afeganistão, Irã, etc. Ou seja, tema importante é o que não faltará na agenda de Obama.

QUESTÃO RUSSA
Durante o governo de George Bush, EUA e Rússia viveram um período de confrontação e de esfriamento total em suas relações. Os temas que provocaram o atrito foram, a expansão da Otan para o Leste, com a tentativa de envolver países como Ucrânia e Geórgia, fronteiriços com a Rússia, e o projeto americano de colocação de sistemas antimísseis na Polônia e na República Tcheca. A Rússia reagiu fortemente a essas ações. Chegou a cortar o gás que fornece para a Ucrânia, como forma de demover o país da intenção de aderir à Otan. E invadiu a Geórgia, depois que o exército do país atacou as províncias separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia. E ainda ameaçou colocar sistemas de mísseis em Kaliningrado, um encrave situado junto à fronteira com a Polônia. Quando Obama assumiu, Medvedev foi um dos poucos dirigentes a destoar do coro de boas vindas. Ao invés de saudar o novo ocupante da Casa Branca, manteve o discurso de confrontação. Embora em ocasiões posteriores tenha se aberto para o diálogo.
Obama, no entanto, manteve determinação para o diálogo. E este irá acontecer nesta quarta-feira, em Londres, quando Obama e Medvedev estarão frente-a-frente. Para o bem do mundo, espera-se que haja uma convergência entre os dois líderes.

Post to Twitter Post to Delicious Post to Digg Post to Facebook Post to StumbleUpon

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Security Code:

 

BUSCA

RÁDIO

NEWSLETTER

receber não receber

ARQUIVO

Login Assine o RSS Twitter


Esse blog foi criado com Wordpress . Todos os textos publicados são de autoria de Jurandir Soares. Dúvidas, críticas e comentários, entre em contato conosco .