Ajuda imobiliária muda humor do mercado

13.2.2009

Se na quarta-feira as bolsas reagiram negativamente ao pacote de ajuda econômica do presidente Obama, aprovado pelo Congresso, ontem, a reação já foi positiva diante apenas dos rumores sobre o lançamento de um pacote de estímulo ao setor habitacional. Por aí já se pode dimensionar a importância que o setor tem no país e o estrago que foi produzido no mesmo, devido à crise que deixou milhões de americanos sem a sua residência.

Segundo os informes, o presidente Barack Obama está planejando um pacote habitacional que teria como principal medida subsidiar o pagamento de hipotecas de proprietários que estão com dificuldades em honrar as parcelas. Assim, o governo federal poderia dar uma ajuda efetiva para a indústria imobiliária americana, evitando que aumente o número de despejos por falta de pagamento. Vale lembrar que essa espiral, inclusive, foi o cerne da atual crise financeira global.
O presidente Obama já havia deixado claro, desde que lançou sua campanha eleitoral, que um de seus principais objetivos era resolver a questão imobiliária. Uma ação bilateral, pois objetiva socorrer os bancos que ficaram em dificuldades em decorrência da crise imobiliária, assim como os clientes que não puderam mais pagar suas prestações.

Só para se ter a noção do que o setor representa para a economia do país, basta observar que até pouco tempo antes de fechar, o pregão do Dow Jones operava em baixa de cerca de 3%. Bastou o boato da ajuda para reverter a situação.

ISRAEL
O resultado das eleições de Israel coloca em discussão os objetivos do presidente americano Bacak Obama para o Oriente Médio. A política de Obama para a região estabelece alguns objetivos básicos, como a paz entre israelenses e palestinos, com um estado para cada dos dois povos; uma reaproximação do o Irã; uma retirada gradual do Iraque e uma ação mais incisiva no Afeganistão.

Como a tendência é a formação de uma coalizão de direita para governar Israel, são poucas as esperanças de que possa haver espaço para diálogos com palestinos e com iranianos. Afinal, “todos os que tem possibilidades de chegar a primeiro-ministro compõem o atual governo israelense. E nenhum desses dirigentes tem confiança na diplomacia americana para o Irã e todos creem que será necessário usar a força para impedir que o país chegue à bomba nuclear”, segundo afirma Jerome Segal, diretor do projeto Jerusalém do Centro de Segurança Internacional da Universidade de Maryland.

O presidente Obama, no entanto, não desiste e apelou ao presidente Shimon Peres, elogiando-o por um artigo recente em que reafirmou seu compromisso com a solução de dois estados para o conflito israelense-palestino. Mas não será fácil alcançar um consenso com o novo governo israelense, tendo em vista que, muito possivelmente, ele terá a integrá-lo o ultradireitista Beitenu, de Avignor Liberman.

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