Rússia e Venezuela em manobras militares
Depois de uma passagem discreta pelo Brasil, onde conseguiu vender 12 helicópteros de ataque que serão utilizados no patrulhamento da Amazônia, o presidente da Rússia Dmitri Medvedev tem encontro badalado com o presidente Hugo Chávez. Isto porque, Venezuela e Rússia estão realizando manobras militares conjuntas no mar do Caribe. Ontem, os dois líderes foram acompanhar essas manobras, que envolvem 1.600 homens da frota russa, 700 da venezuelana, três fragatas, um veículo anfíbio e oito veículos patrulheiros, além de dois caças Sukhoi, que a Venezuela comprou recentemente da Rússia.
Esta manobra constitui um novo momento nas relações internacionais. Desde a crise dos mísseis em Cuba, em 1962, os russos não se aventuraram mais em águas de domínio americano. O que estão fazendo agora. E o fazem em resposta a uma ação semelhante por parte dos EUA, que também não agiam na área de influência da Rússia, mas que, em agosto último, por ocasião do conflito envolvendo Geórgia, Ossétia do Sul e Rússia, resolveram marcar presença na região. Enviaram não que seria com ajuda humanitária.
Assim, neste clima de retomada do período da Guerra Fria, acontecem essas manobras. O que se espera é que parem por aí. O que leva a crer que este clima de confrontação não avançará éque, em breve, mudará o ocupante da Casa Branca e mudará também a política externa que é posta em prática.
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