Chávez incentiva o calote
O calote que o Equador aplicou no BNDES pode se multiplicar com outras instituições e com outros países. Não se pode esquecer que o presidente do Equador Rafael Correa é um discípulo fiel de Hugo Chávez. Pois o dirigente fanfarrão bolivariana está conclamando os países da Alba, a Alternativa Bolivariana para as Américas, a seguirem o exemplo do Equador. Os integrantes deste “poderoso grupo” são: Venezuela, Equador, Bolívia, Nicarágua, Honduras e Cuba.
“O Equador é um bom exemplo”, foi o que disse Chávez para os integrantes do grupo reunidos em Caracas. E recomendou que todos os membros do grupo façam uma audotoria em suas dívidas nos mesmos moldes em que fez o Equador. Vale lembrar que a auditoria constituída pelo governo de Rafael Correa apresentou na semana passada um relatório sobre a dívida externa do país, no qual questiona 4 bilhões de dólares, o que corresponde a um quarto do valor total devido pelo país. Nesse total, estão os 250 milhões de dólares tomados junto ao Bndes, para a construção, pela Odebrecht, da Hidrelétrica de San Francisco. Se o restante do valor contestado corresponde a casos como o brasileiro, já se percebe que se trata de um grande calote.
Calote que Chávez está recomendando que seja estendido para os demais integrantes da Alba. Este é o “belo” exemplo que ele dá para a América Latina. Portanto, quem é credor de um dos países integrantes do grupo liderado por Chávez, pode ir se preparando para ter que fazer o mesmo que o Brasil. Ou seja, jogar duro com os caloteiros.
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