Pânico no mercado traz a recessão
O que se esperava fosse uma segunda-feira tranqüila no mercado financeiro, em função do acordo alinhavado no final de semana, não se confirmou. Pelo contrário, tivemos um pânico no mercado só comparável ao 11 de setembro de 2001. Foi bolsa fechando em baixa por todo o mundo e governos saindo em socorro de bancos para evitar falência. Tudo porque o acordo no Congresso americano que parecia certo não se confirmou. E como o Congresso só volta a se reunir na quinta-feira, é se esperar que o caos volte a se repetir hoje, amanhã e depois.
Com este desgaste maior, torna-se inevitável que o mundo venha a sofrer mais os efeitos da crise. O mercado é como um corpo humano, suporta determinadas agressões. Sendo logo tratado, não ficam seqüelas. Porém, se a agressão volta a se repetir e com maior intensidade e por maior tempo, tornam-se inevitáveis as seqüelas. E é isto o que deve acontecer com o mercado, mesmo que na quinta-feira o Congresso venha a aprovar o pacote.
Na Europa, Reino Unido, Alemanha e Espanha já estão em recessão por conta da crise mundial e, com o que está ocorrendo, a grande potência do mundo, que vinha tentando o que chamavam de um “pouso suave” da sua economia, vai sofrer também o impacto do choque e vai se somar aos parceiros europeus no processo recessivo.
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