Momento de glória para Obama
Barack Obama fez um discurso histórico ontem à noite no encerramento da convenção do Partido Democrata. Falou durante uma hora sem ler nada. Nem mesmo apontamentos. Todo o seu programa de governo estava na cabeça e fluiu através da voz. Mostrou carisma. Atacou o governo Bush, o que, diga-se de passagem, é algo fácil. Trata-se de pior governo da história dos EUA, segundo pesquisa. E aproveitou para atacar seu adversário republicano John McCain, dizendo que daráseqüência ao desastre que é o governo Bush, que afundou a economia e atolou o país no Iraque.
A propósito, Obama disse que só mandará os soldados americanos arriscarem a vida apenas em um missão clara e com compromisso sagrado de lhes fornecer o equipamento de que necessitam para lutar. Enfatizou que vai fazer uma retirada do Iraque sem traumas. Até aí tudo bem. Porém, Obama escorregou no proselitismo ao dizer que vai reduzir em 95% os impostos para a classe trabalhadora dos EUA. Ora, o país já está com um déficit de 700 bilhões de dólares e ele ainda fala em reduzir dessa forma os impostos? Outro aspecto: prometeu acabar em 10 anos com a dependência americana do petróleo do Oriente Médio. Disse que irão produzir carros com energia renovável. Até é possível. Mas ele terá pela frente simplesmente os lobbies da Opep e das petroleiras, ou seja, dos mais fortes do mundo. E não será produzindo etanol a partir do milho, como fazem hoje os EUA, que ele irá eliminar a dependência do petróleo.
Enfim, Obama falou como um candidato em campanha, onde tudo pode.
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