Redução de gases tóxicos é falácia
A decisão do G-8 de reduzir a emissão de gases em 50% até 2050 é uma grande falácia. Teríamos assim mais de quatro décadas para o cumprimento da medida o que corresponde a mais de uma geração em termos populacionais. A falácia está justamente no fato de não haver metas intermediárias. Um programa dessa natureza precisa ser estabelecido com metas a serem alcançadas a cada cinco anos. Caso contrário não funciona. Imagine-se ficar esperando até 2050 pelos resultados. É um absurdo. Ainda mais quando se analisa países como EUA e China, que são os dois maiores poluidores do planeta. Aliás, o governo Bush até agora não fez nada para reduzir a emissão de gases tóxicos. Negou-se, inclusive, a assinar o Protocolo de Kyoto. Na presente reunião no Japão, no entanto, aderiu à meta para cuja data projetada, muito possivelmente, George Bush nem estará mais vivo.
Um relatório da ONU mostra que é preciso deixar os combustíveis fósseis – entenda-se petróleo e carvão – e partir para fontes renováveis, como etanol e outros produtos que geram a bioenergia. O problema é enfrentar o grande lobby do petróleo. Sem dúvida, um dos mais poderosos do mundo. O qual, diga-se de passagem, elegeu George Bush. E, seguramente, o mesmo que deve estar influindo nessa decisão de empurrar a meta para 2050. Ou seja, empurrar com a barriga.
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