Uribe e um terceiro mandato

27.5.2008

O Plano Colômbia, deflagrado para combater o narcotráfico, teve início no ano 2000, numa ação dos então presidentes Andrés Pastrana e Bill Clinton. O plano, estruturado pelos EUA, teve sua implementação de maior mais ativa sob os governos de Álvaro Uribe e George Bush. Uribe, que assumiu o poder em 2002, pode sentir o resultado prático do plano em sua reeleição, em 2006. Foi facilmente reconduzido, pois gozava na ocasião de 70% de apoio popular.

O principal efeito de transformação no país foi sentido nas principais cidades, como Bogotá, Cali e Medellin, que eram alvo freqüente de atentados e seqüestros, e que se transformaram em cidades seguras. Hoje, com as mortes de três importantes líderes das Farc e mais entrega voluntária de uma comandante, sob a alegação de estar até passando fome, mais sobe ainda o prestígio de Uribe. Já está passando dos 80% de aprovação, segundo as mais recentes pesquisas. E aí o presidente está correndo o sério risco de ser mordido pela mosquinha azul. Fala-se, cada vez mais insistência, na sua reeleição para um terceiro mandato. Ou seja, teria que se mudar a constituição para tal. Se fizer isto, Uribe estará se igualando ao seu mais notório desafeto: o presidente venezuelano Hugo Chávez.

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