Argentina sofre conseqüências do calote
A Argentina inicia mais uma semana em meio à paralisação dos produtores rurais, pelos mais diversos pontos do país. Ao invés de buscar um diálogo com os líderes do movimento, a presidente Cristina Kirchner prefere acusar a imprensa de estar contra ela. Age no mais puro estilo autoritário, acusando a imprensa de mentir, quando esta está apenas noticiando o que está acontecendo pelo país, devido ao movimento rural.
E o que acontece é a falta de gêneros ou o aumento do seu preço em decorrência da diminuição de oferta. E, mais uma vez, ao invés de negociar, Cristina manda puxa sacos fazer protestos contra os supermercadistas e pregar cartazes acusando jornais, como o centenário El Clarin. Na prática, o que o governo está fazendo é apenas agravar ainda mais uma situação que se tornou difícil nos últimos meses. Nos últimos quatro anos, o país se recuperou da quebra que tivera em 2001. Recuperação que se deu graças aos elevados preços da commodities no mercado internacional.
Isto passou. E agora o governo se recente de algo que faltou no país nos últimos tempos: investimentos. E por que não houve? Porque o país aplicou o calote nos credores no início do governo Kirchner. E esses desapareceram. Em termos de América Latina, colocaram seu dinheiro no Brasil, no Chile, no México, na Colômbia, etc,e fugiram da Argentina. Isto apenas vem confirmar aquilo que se afirma na ocasião do calote: ou seja, de que um dia o país iria pagar pela medida tomada.
E agora quando o governo bate de frente com o principal setor produtivo do país, surge mais uma vez a mesma colocação: um dia o governo também irá pagar por isto.
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