OEA consegue trégua na Bolívia
Os organismos internacionais tem sido muito desacreditados em suas ações em busca da paz mundial. Porém, a OEA, a Organização dos Estados Americanos, está conseguindo reverter esta tendência. O organismo sediado em Washington e que congrega os países das três Américas, obteve êxito, pelo menos inicial, na sua ação para a Bolívia. Conseguiu convencer os autonomistas de Santa Cruz a aceitar o diálogo com o governo de Evo Morales. Digo que o êxito é inicial, porque o plebiscito marcado para 2 de maio, para que a população do estado mais rico do país se manifeste se aceita ou não o projeto de autonomia regional.
Embora a boa vontade da OEA, a dificuldade de diálogo na Bolívia se amplia porque o movimento autonomista convocado por Santa Cruz e que tem o apoio de outros três estados Pando, Beni e Tarija, se estabeleceu para se contrapor à Constituição nacional que foi aprovada por Evo Morales. Aprovada sem a presença da oposição, na calada da noite, em um quartel de Sucre.
De tudo isto, se deduz que, para haver um retrocesso no processo autonomista dos quatro estados mais ricos do país, deverá haver também um retrocesso na Constituição que Evo Morales aprovou na marra.
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