E o combate ao narcotráfico?
O governo do Equador está cogitando de recorrer a tribunais internacionais para denunciar os responsáveis pelo ataque ao acampamento das FARC, dia 1°. Ou seja, o aperto de mão, em Santo Domingo, entre os presidentes dos países envolvidos no incidente não colocou fim ao caso. O que é lamentável. E isto ocorre justamente num momento em que o Brasil está tentando levar adiante sua proposta de criação de um sistema regional de defesa.
O Brasil já quis fazer a CASA, Comunidade Sul-Americana de Nações, unindo os países do Mercosul com os do Grupo Andino. As profundas diferenças regionais não permitiram a unificação. Agora, acena com este sistema regional de defesa. Será que Colômbia e Venezuela, com os seus atuais presidentes, vão se postar lado a lado num mesmo sistema militar? A resposta parece óbvia.
O presidente Lula vai receber amanhã, em Brasília, o seu colega venezuelano Hugo Chávez para discutir o assunto. Assunto este que se mostra absurdo, a não ser por um único e, talvez, decisivo motivo: não deixar Chávez se armar sozinho. Sabe-se que o líder bolivariano está comprando armamentos russos e, inclsuive, formando milícias populares. Assim, uma força regional teria o objetivo de dissuadir Chávez de um projeto hegemônico.
O curioso é que, em meio a isto tudo, ninguém aborda o problema maior da região: o narcotráfico. Nenhum dos países da região tem o controle sobre a área de atuação do narcotráfico. E sobre uma ação conjunta nesse sentido, não se fala nada.
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