O fracasso da guerra ao terror
Nos últimos dois dias, o terrorista Osama Bin Laden lançou mais duas novas mensagens ameaçadoras ao Ocidente. Na quarta-feira, ele disse que “a Europa irá prestar contas”, numa referência às charges sobre Maomé publicadas em jornais dinamarqueses. Ontem, através da rede de tv Al Jazeera, declarou que “a Palestina não pode ser retomada pelo diálogo, mas a ferro e fogo”.
Não quero nem entrar no mérito do que Bin Laden está pregando. Quero me referir ao fato de ele ainda estar pregando violência, seis anos e meio depois dos atentados do 11 de setembro de 2001. Não se pode esquecer que, logo após os atentados, o presidente Bush declarou uma guerra ao terror, atacando o Afeganistão, onde Bin Laden estava refugiado com seus parceiros da Al Qaeda. Bush conseguiu tirar o nefasto regime do Talibã do poder no Afeganistão, mas não seguiu com a ação, para acabar com Bin Laden e com a Al Qaeda. O interesse maior dele e de seus parceiros era o Iraque. Assim, deixou inconcluso o trabalho no Afeganistão e se voltou para o Iraque, pelos interesses óbvios do petróleo.
O resultado: passados mais cinco anos de deflagrada a guerra no Iraque, o que se tem é aquele país mergulhado no caos, em meio a banhos de sangue e incerteza econômica. E um dos principais agentes pela permanente desestruturação do Iraque é a Al Qaeda que, conforme a própria CIA comprovou, antes da invasão não estava no Iraque.
Ou seja, passou-se todo esse tempo, e todos os agentes do terror seguem atuando. Este é o resultado da guerra deflagrada por Bush.
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