Candidatos não dizem como enfrentarão a crise
Enquanto John McCain desponta como o candidato dos republicanos à sucessão de George Bush, do lado democrata a dúvida permanece, entre Hilary Clinton e Barack Obama. O peculiar sistema eleitoral americano aponta que, embora Obama tenha vencido em 13 estados e Hilary apenas em oito, a senadora e ex-primeira dama está na frente, pois venceu em dois grandes estados, Califórnia e Nova York, que fornecem um número maior de delegados. Assim, os dois candidatos democratas ainda terão que enfrentar um maior desgaste, pois o debate entre ambos deve se acirrar. Fato que, naturalmente, ajudará o candidato republicano McCain que, a estas alturas, salvo uma mudança radical, será o indicado pelo partido.
Na medida em que a campanha for avançando os candidatos terão que ir expondo seus programas, os quais devem envolver os dois temas dominantes hoje nos EUA: a guerra no Iraque e a crise econômica. Quanto à guerra, as posições são claras. Obama quer a retirada americana, enquanto que Hilary e McCain são a favor da manutenção da presença militar naquele país.
Porém, quanto ao problema maior para os americanos, que é a crise econômica, ninguém até agora apresentou qualquer solução. Estima-se que a crise imobiliária deve fazer com que, este ano, mais 2 milhões de pessoas percam a sua residência, por incapacidade de honrar seus compromissos. Já o orçamento de Bush, para o ano fiscal que vai de outubro de 2008 a setembro de 2009, elevará o déficit do governo para mais de 400 bilhões de dólares. Em relação ao PIB, significa que passará de 1,2% em 2007, para 2,9% em 2008. Os gastos do Pentágono subirão 7,5%, indo para 515 bilhões de dólares, enquanto que os gastos com o Medicare, o seguro saúde para os idosos, sofrerá nos próximos cinco anos um corte de 208 bilhões de dólares.
Em suma, o déficit fiscal deste ano deve chegar a 410 bilhões de dólares, contra os 162 bilhões de 2007. Quanto a administrar o país com esse buraco financeiro, nunhum candidato se pronunciou até agora.
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