Ratos deixam navio de Bush
O secretário de Justiça dos EUA, Alberto Gonzáles, um dos mais fiéis seguidores de Bush, anunciou sua renúncia ao cargo. Foi justamente esta demasiada fidelidade a Bush que complicou a vida deste que se tornou o primeiro hispânico a ocupar aquele importante posto do governo. Nos dois anos e meio em que esteve à frente da Secretaria da Justiça, Gonzáles afastou oito procuradores, simplesmente porque esses estariam investigando o governo Bush ou parlamentares do Partido Republicano. Na esteira das investigações estava a tristemente famosa para os EUA prisão de Guantánamo, também os maus tratos a detidos por suspeita de terrorismo e ainda as escutas telefônicas feitas sem permissão judicial.
A renúncia de Gonzéles é a segunda em menos de duas semanas. No dia 13, foi a vez de Karl Rove renunciar. Ele que era vice-chefe de gabinete e conhecido como o “cérebro” de Bush e seu principal estrategista político. Mas não são só esses dois que deixaram o governo. No último ano houve uma debandada de figuras de proeminência.
Em novembro de 2006, Donald Rumsfeld eixou o cargo de secretário da Defesa, que exercera por seis anos. Ele, que fora o principal articulador da guerra do Iraque, saiu após a derrota republicada. Outro dos idealizadores da guerra no Iraque, Paul Wolfowitz deixou o cargo de subsecretário da Defesa. Pouco antes, em junho de 2006, quem pedira demissão fora Robert Zoellick, que deixou o cargo de subsecretário de Estado para trabalhar num banco de investimentos. Hoje é o presidente do Banco Mundial.
Tudo isto se da em função do fracasso da estratégia do governo Bush para o Iraque, onde os EUA estão atolados e não vislumbram como sair. Parece que os ratos começaram a abandonar o navio.
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