Bush e a captura de Bin Laden
A revelação que está fazendo a revista Newsweek, na edição desta semana, é contudente. Diz que nos últimos meses de 2004 as tropas americanas estiveram tão perto de capturar Bin Laden que, por muito pouco, o líder terrorista não foi morto por seus seguidores. Sim, porque os integrantes da Al Qaeda tinham ordem de não deixá-lo ser caputurado. Se isto se tornasse iminente, deveriam matá-lo. E, nessa ocasião, já estariam prontos para a execução, quando as tropas americanas resolveram mudar o seu curso.
E aí é que vem a indagação importante: mudaram de curso quando? Quando George Bush resolveu deixar o Afeganistão de lado e se dedicar ao Iraque. Ou seja, deixou de eliminar o principal responsável pelos atentados do 11 de setembro de 2001, para se aprofundar em sua nefasta aventura no Iraque.
O resultado disto! Hoje as tropas americanas estão atoladas no Iraque, sem perspectiva de uma saída honrosa. Bush atravessa o seu período de menor prestígio e, em função do Iraque, os republicanos devem perder a eleição para os democratas. Ao mesmo tempo, a Al Qaeda, que estava quase massacrada no Afeganistão, se reestruturou, está ajudando os fundamentalistas do Talibã a lutar pela retomada do poder no Afeganistão e está marcando sua presença com o terror dentro do Iraque, onde não atuava antes.
Este é o resultado da estratégia de Bush para a região.
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